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Escalada na Agulha do Diabo



A escalada da Agulha do Diabo no PARNASO (Parque Nacional da Serra dos Orgaos), conquistada em 1941 por integrantes do CEB (Clube de Excursionistas Carioca) mantém ate hj sua linha original em um terreno de aventura, onde orientar-se bem na pedra e acertar uma boa logística de aproximação e escalada sao praticamente indispensável para uma escalada tranquila e segura.
O acesso se faz pela  portaria de Teresopolis, por estar dentro de um parque nacional deve pedir autorização na portaria do parque. A caminhada até a base da agulha leva aproximadamente 4hrs a bom passo. Deve subir sentido abrigo 4 e próximo a cota 2000 toma uma bifurcação a esquerda onde começa a trilha para agulha.
A escalada  predomina o terceiro grau com alguns lance de quarto; começa com diedro-fenda, ate uma base dupla logo no final do diedro lado esquerdo; antes da travessia para direita q no final tem uma arvore boa para montar base tbm; podendo fazer esse lance em um esticao só. Depois acesa mais um platô que continua com diedro fendado para alcançar mais uma travessia para esquerda ate uma base dupla. Escalaminhada para alcançar o platô da primeira chaminé. Bem tranquila a chaminé em L começa subindo blocos e passando por meios deles e a saida da chaminé é feito em A0 para alcançar o platô da Unha. Ai vem a montada do cavalinho, famoso por ser um lance bem aéreo, com um desnível de 200 mts abaixo dos pes, domado o cavalinho entra na chaminé da Unha e toca até sair no fim da Unha, onde monta a penúltima base em uns grampos q sustenta o começo dos cabos de aço q leva ao cume, sao uns 15 mts de puxa cabo (bom ir encordado) para acessar o minúsculo cume da agulha onde fica a urna do livro e onde pode se ver os três picos as imponentes formações da Serra dos Orgaos e a Bahia de Guanabara.
Da para fazer a escalada toda  com 8 expressas e base, umas fitas para laçar arvore tbm ajuda, a opção do uso de moveis nas primeiras enfiadas para intermediar alguns lances, mas o legal é repetir a escalada no estilo original da forma como foi concebida.
Fiz o cume desta agulha em Setembro de 2013; tive a honra de fazer o cume desta linda via, uma das mais lindas q já escalei com o mestre Makoto Ishibe.


Zoro S.







Relatos de escalada - Cochamó




A ideia de escrever este post ja deve ser bienal, enfim, histórias não faltam desta temporada de escalada 2009 em Cochamo.
Após pesquisar muito na net decidi organizar a viagem de final de ano para Cochamo, dei um toque para o camarada Thiago e para la partimos logo após o natal.
Desta vez a temporada prometia, um lugar novo, muito falado, por uns bem por outros mal....
Cochamo, vale q fica nos fiordes chilenos, na mesma latitude do conhecido Cerro Catedral (Frey) é um vilarejo da provincia de Llanquihue, região dos Lagos chilena, quase na fronteira Chile - Argentina. Para chegar até lá desde Santiago, tomar um bus ($25.000 pesos ch) ou avião, até Puerto Varas, são 12 horas de viagem de bus. De Puerto Varas tomar uma van para a comuna de Cochamo ($2.000 pesos ch), vai mais umas 2 1/2 horas na van até cochamo. Em Puerto Varas dá para fazer compras e adquirir alguns equipos. O super lá tem boas opções para comida de montanha, o melhor sem dúvida são os vinhos em tetra park, Gato Negro e Cartone!!!



Procure o mercado popular q vende queijo e outras iguarias. A van vai deixar no vilarejo de Cochamo q é um vilarejo a beira mar, com uma estrutura bem rudimentar q vive a base da pesca e do manejo do salmão. Da para comprar salmão ahumado no Cochamo q dura uns dias e hermeticamente fechado, é feito ali na hora.....salmon!
Tivemos sorte de arrumar com o cara da van para nos deixar na porta de um pichero (tipo q toca os cavalos) o Favian cochamonino nato, q com sua esposa Jordane, Dani e Silvina tocam a Southern trip (facebook.com/southern.trips), dedicados a receber gente de todo o mundo q deseja conheçer aquele canto da patagonia; seja para escalar, cavalgar, pescar, caminhar, enfim. Favián alias é o mestre em preparar as caças na brasa, como cordeiro e chivo.
Deste vilarejo de Cochamo a q tomar uma estrada de terra até o começo da trilha, 16km, o Favián providenciou um transporte ($2.000 pesos ch, c/u) para nos levar até lá, onde nos aguardava os cavalos para transportar os pertences mais pesados até o acampamento base, vale adentro. Favián organiza a carga da melhor maneira para os bixinhos subirem a trilha, cada cavalo leva cerca de 80kg ($20.000 pesos ch, c/u). As vezes o pessego chega geleia, e o ovo omelete, faz parte.


Dependendo da época a trilha vai estar bem na lama, botas de goma, tipo "galocha" e saco estanque vai bem por lá.
Já na trilha da pra sentir o lugar, com a água do rio Cochamo o tempo todo ao lado, e os tabanos, aquelas mutucas enormes q adora dar uma peçonhada, vem sempre q possível rancar um pedaço, inclusive escalando.
Lá pelo km 10....12....da trilha, aparecem as primeiras paredes, Cerro Arco Iris, com pouquissímas vias sai a esquerda e ao fundo o cerro Trinidade com sua parede q brilha na paisagem. Mais a frente no km 16 no fim do vale, onde o rio La Junta desagua no rio Cochamo, encontras o refúgio e camping La Junta e uma das piscinas de agua mais lindas q já vi, a água é bem gelada, mas merece um banho.


O camping conta com um refeitório coberto q ajuda a cozinhar nos dias chuvosos, um fogom e alguns banheiros secos, espalhados. O refúgio possui 6 camas tipo beliche e um quarto de casal, o pernoite ($7.000 pesos ch) com café da manhã, cozinha e banho quente; só banho $1.000 pesos ch e só o desayuno (café da manhã) $5.000 pesos ch.
Fizemos o chek in no camping ($5.000 pesos ch, por dia cada) e já comeaçamos a ver os croquis das vias q ficam em uma pasta no refúgio
Há de todos os tipos e gostos, mas de 20 paredes de 50 a 1000mts, com vias em fendas e placas, fixas e móveis, off widht, fenda d dedos, punhos e ai vai......parque de diversão.
Aclimatamos na matelandia, setor de paredes baixas e bem diversificado, bom levar óculos de sol, o reflexo na rocha branca, judia os olhos. O lugar fica em um vale entre os cerros Capicua e La Junta, lugar maravilhoso e perfeito para um dia de descanso, um relax.
Primeira via d parede; Camp Farm, via q ja mostrou a primeira novidade, "slabs"; escalada em placas, quase q vidros, uma enfiada de 62mts vertical 5.11b, no vidro....deu para sentir q seria muito diferente de tudo q já escalei.
Depois a via continua por uns sistemas de fendas e dihedros lindos, conectados por lances de placa (positivo c/ chapas), protegido com bolds. Chegamos até uma repisa, mais um pendulo para esquerda e uma linda fenda, o 7º largo 5.10a, filé da via. A fenda linda ia ficando mais fina e mais fina, até virar uma fenda de dedos sem pés, daquele jeito....mais foi.
No chão olhando de volta para a parede vimos q os 300mts de escalda não tinha chegado nem na metade da parede, cerro la Junta com seus quase 1200mts de altura conta com nenhuma via q da ao cume toda em livre, apenas tres vias dão ao cume, todas com enfiadas em artificial.
De volta ao camping era a hora de conversar com os amigos e falar sobre as aventuras do dia e dos dias passsados. Conheci muita gente fina, e um belo dia apareceu por lá o Luiz bixinho, q logo nos primeiros dias tomou uma queda e bateu o tornozelo e teve q ficar de molho.
Mais aclimatados, queriamos dar uma investida no vale do Trinidad, para dar uma localizada na via Bienvenido a mi Insonia 5.10d, 910mts, nosso objetivo para a jornada toda. Saimos do campo base La junta para escalar a via "El Gendarme", uma via excelente q mistura todos os tipos de escalada, ótima para aclimatar, logo a direita da Bienvenidos.
Chegamos ao pé da via, equipados começamos a aproximação, 30 mts sem proteção, depois uma enfiada fácil de 50mts, outra de 50mts um pouco mais exigente (5º) até terminar a 3 º enfiada, a 4º começa o "offwith duro" 5.10c de offwith, 30 mts sem chapas até a base, affff, vi tocha! a próxima e última enfiada ficou para a próxima, uma fenda de dedos de 25mts 5.10d, acabou com o folego, ja era final de tarde, optamos abandonar a via e voltar uma próxima para provar essa enfiada q parecia bem interessante, começa em fenda de dedos e vai alargando. No começo da fenda tinha apenas os lugares para por os dedos limpos, de resto a fenda inteira estava fechada por uma especie de musgo, as famosas fendas selada q vivem nas paredes do vale.



Depois de alguns dias de mal tempo que obrigou um descando, regado a pizza e vinho e salmon com los amigos de camping, aproiveitamos também para conheçer a pared seca, setor q chove e não molha, vias esportivas muy fuertes, praticamente todas vias negativas, com linhas muito interessantes.
Depois do descanso e mal tempo preparamos para fazer um ataque rápido ao Trinidade.
Acordamos as quatro da manhã e subinos a trilha com nossos equipos de escalada rápidos como nunca até o pé da via Bienvenidos. Logo nos encordamos e com os primeiros raios de sol entramos nos primeiros largos da via, subindo um sistemas de canais e diedros sem muitas referencias, foram duas enfiadas assim até chegar na base de uma grande canaleta q leva as próximas 3 enfiadas, no começo o frio estava incomodando, mas ia, o problema foi ao chegar na canaleta, nas fendas dentro delas escorria agua do desgelo, deu para escalar até o crux da enfiada, com as mão ensopadas, tem q entalar bem as mão, ai, com a agua, mão congelando não deu para acreditar no lance... desisti e abandonamos a via....muito frio, é noix acostumado com as escaladas e calor do interior paulista, bailamos...logo percebemos q nossa estratégia tbm não foi das melhores, sair direto la de la Junta, signicou uma trilha de quase 3 hrs no mato, bem ingreme, o q nos consumiu boa parte de energia e tempo....fora isso o frio poderia ter sido evitado caso esperavamos mais um dia, ja q este dia a alta presão trazia uma massa fria q ajuda a baixar muito a temperatura. Vivendo e aprendendo. Baixamos da via, fazendo rapeis em blocos de pedra entalados e proteções naturais.


No chão resolvemos dar uma explorada no local e conheçer as demais pedras. Ficamos impresionados com a beleza de La Gorila, é o paraiso com escalada. Nunca vi um lugar tão bonito para escalar, e as escaladas na Gorila em si são bem comprometidas.
Nessa altura ja conhecemos o Jim Toman, um gringo q estava abrindo uma picada para um vale nunca antes tocado q tinha potencial para muitas escaladas.....e o gringo quase todos os dias ia la e dedicava algumas horas do seu dia para abrir sua picada (trilha), com facão em mãos subia atraz do melhor caminho para o Vale de la Paloma.



Prof. Josh Cook, um gringo q mora no Huaraz-Peru, dando aulas de ingles para crianças, estava abrindo uma via com o Dani em livre no Cerro la Junta.
Um casal de espamhois Ana e Xabi, q acabaram vindo ao brasil logo depois escalar e de férias escalando pelo mundo em 4 meses. Rudy um mexicano e Naty a chilena impresionados com as paredes de cochamo.
Aproveitamos depois de mais uns dias de mal tempo e subimos para o Vale do Trinidade denovo, para tentar a Bienvenidos e otras cosas.
Entramos na Mister M, na La Gorila, via do Sergio Tartari e companhia, um itinerário de 500mts sem nem uma chapa ou grampo....tudo movel e rapela pela grrrrrota ao lado; sem palavras. Na verdade o rapel resultou mais tranquilo do que parecia, a via: linda, o decenso da um gostinho a mais nela, da hora.
Mister M, é o nome dado a via pela quantidade de fendas q percorre a parede, sendo as últimas enfiadas as mais difíceis de localizar a linha da via pela quantidade de fendas e opções.....batata, caimos nas teias da Mister M....na penúltima enfiada, cheguei a um plato q dava ao nada, chamei o Thiago na seg e juntos constatamos q nao estamos na base da ultima enfiada......pasei un dos lances mais cabulosos e cheguei em um plato q tinha um pequeno alerce com um fita abandonada, não era o primeiro a chegar ali.....ao ver q não tinha mais para onde escalar, rapelamos rumo a grota, detalhe q tinhamos apenas uma corda, abandonamos a outra na metade da via para pegar na volta, o tempo estava fechando forte e agente ia rapelar bem onde a água desce. A sorte q a corda q ficou com agente tinha 70mts, foi exatos para chegar na grota, num rapel diagonal daqueles, gostosos!!! Enfim uma vez na grota, bora pra baixo o quanto antes.
Esse tipo de escalada, em livre, minimo impacto, para mim, foi uma das linhas mais bonitas q ja escalei, fica aqui meus meritos ao Serginho, parabéns pela grande obra.



Agora escrevendo aqui me lembro q fizemos outra investida na Bienvenidos, desta vez bivacamos no pé da via, praticamente com a mão na primeira agarra da linha.....mas outra vez, fomos ejetados da parede, desta vez a 4º enfiada, uma das mais dura da via, 60mts de offwith duro 5.10d, daqueles q intala até o capacete......o parcero demorou quase 3 hrs para mandar a enfiada, com razão, eu de segundo vi tocha, me lembro de dar seg pra ele e escutar ele chamar o hugo uma par de vezes, de tanta força q fez, rsrsrsrsrsr.....enfim.

Ainda tentamos uma terceira vez a via e a mesma enfiada nos mandou pro chão.....nos consumiu muito tempo essa enfiada, fizemos ela, ja estavamos mais afiados nas troca de base, na velocidade da escalada, mas aceitamos nossa capacidade nominal de escalar offwith e chegamos a conclusão q poderiamos tentar outro objetivo: Abrir vias no Vale de la Paloma, nunca antes explorado e com centenas de rotas para abrir; essa foi a pedida!!!

Enfim o post ja ta muito comprido, voltamos para casa depois de aprontar mais algumas no vale da Paloma, essa vou prepara outro post, ou este não sai nunca.....
Para quem quiser saber mais sobre a escalada em Cochamó acesse;
http://www.cochamo.com/cochamo/

è noix




Relatos de escalada - Milão de Andradas




Fizemos a primeira investida pra valer no começo de Agosto 2010, o Thiago pretinho e eu, a ideia era escalar 5 vias na pedra do elefante, no setor corpo, no mesmo dia. Mas desta vez foram apenas 3 cumes, faltando ainda mais 2 para fechar a cota. Voltamos logo no próximo final de semana mais determinados e certos d q faríamos as 5 vias.
Sexta após o entardecer começamos a portear nossos equipos para a base da pedra, ali bivacar para no outro dia cedo começar a escalada. Cedo, tomamos o café e já começamos pela primeira via a Via do abandono, 5 Vsup E3 160mts, q seria a via de descida do topo. A linha muito bonita e comprometida, intercala chapas e móveis, tendo algumas esticadas q sugerem um E3, tem q acreditar na sapatilha. Esta via escalamos rebocando 2 cordas (uma cada um), mais a corda q estamos encordados (total 3 cordas), escalavamos e aproveitamos para fixar as cordas rebocadas para montar a linha de rapel, q serviria para todas as vias. Uma vez montados ficaram 3 rapeis com cordas de 60 mts, não demoravam 10 minutos do topo a base da pedra.



Uma vez de volta a terra aproveitamos para comer, beber e pegar a quarta corda, q ja estava no jeito no pé da via, e usamos para escalar as próximas vias . Ja encordados na via Amigos são Diamantes, 5º VIIa E2 180m, via com o crux bem definido e protegido, alguns esticões no estilo Andradas, foram pouco menos de 2 hrs para finalizar a via. Cume, fotos e bora rapelar na via do abandono.


De volta para a base, comer, beber e tocar para a proxima. Paredão Cear, 5º VI E3 180mts, a via começa com regletera e vai até uma fenda bem divertida na 3 enfiada, mais um E3 estilo corpo do elefante. Nota q todos o finais das vias estão a quase 80 mts de distancia, o q agilizava muito na hora de voltar pela via do abandono. Volta para o chãoo o mesmo ritual e ja estava na vez da via Zenite, 5 Vsup E2 190mts, a qual nunca tinhamos entrado e nos mostrou com uma das pasagens mais expostas da empreitada, uma rampa de aderencia q sua o caboclo. Cume, recolhe a corda, fotos, bora abandono e chão. Ja era final da tarde, sabiamos q a última via seria um empenho maior certeza q implicaria escalar a noite as ultimas enfiadas da via 5:15, Vsup E2 190mts, via q escalamos juntos em 2006 e nunca mais voltamos. Dito e feito, regulamos as frontais e bora pra cima passar perrengue. Acabamos escalando as ultimas 3 enfiadas só na luz da frontal, procurando as regleteras e cristais no breo da noite. Isso gera mais desconforto, e com o cansaço todo do dia cheio....fico mais adrenante a escalada, cade as agarras!!!

Mas foi, chegamos no topo depois de 900 mts de pedra escalados as 19:00hrs, pela 5º vez no topo da pedra do elefante, concluindo o milão, só falta o ultimo rapel.......bom ai foi o ultimo rapelamos, desarmamos as cordas sem presa, juntando os 240mts de corda no rapel e logo as 21:00 hrs estavamos de volta ao bivauk. Finalizando 14:00 hrs de atividades escalisticas.

Agora escrevendo o post ja imaginei: " projeto milão, the true", trata de acrescentar mais uma via no itinerário para realmente chegar na cota do 1000 mts escalados em 1 dia.




No outro dia tinhamos planos de escalar na pedra do Pantano, mas a quebradeira levou par outro final feliz.


è noix.